Reflete no companheiro que chega cansado e
desiludido a esmolar-te simpatia e consolo.
Sabes talvez, nas mínimas
particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente conheces que se
trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça pesada
carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.
Imagina, no entanto, o que faria
Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso interesse, descobrir-lhe-ia
algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou aquela qualidade
elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo, auxiliando-o
a caminhar para a frente.
Diante dos irmãos que te busquem
solicitando conforto depois de quedas e desenganos, não te disponhas à condenação ou censura.
Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e renova-lhes a confiança em si mesmos. Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem possibilidades imediatas de solução.
Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e renova-lhes a confiança em si mesmos. Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem possibilidades imediatas de solução.
Não necessitas reprovar-lhes diretriz
e conduta.
Eles já se reconhecem marcados por
dentro a fogo de angústia e não te procuram para que lhes agraves a dor.
Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria libertação.
Recorda em quantas ocasiões teremos
sido amparados pela bondade do Cristo de Deus que frequentemente nos toma o leve fio da
intenção correta para transformá-lo em vigoroso apetrecho de socorro a
nós próprios e não menospreze, seja a quem seja.
Importa, ainda, considerar que muitas
vezes no campo da ocorrência que se reprove presentemente, nascerá o
acontecimento que nos colherá louvor no futuro.
Além disso, nós todos, os espíritos
em evolução nos climas da Terra, somos ainda portadores de imperfeições
e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos a serem
necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro
da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o
nosso momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de
pedir e de receber.
Obra: Mãos Marcadas - Chico Xavier / Emmanuel
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