O texto descrito abaixo, não foi extraído de nenhum compêndio ou livro de literatura nem tão pouco de comentários ventilados aleatoriamente por qualquer individuo ou grupo de pessoas. Trata somente de como penso e acredito que seja e se por ventura alguém não estiver de acordo com este pensamento que me perdoe e aqueles que não coadunem comigo também em formas e raciocínios que também possam me perdoar, mas, este é o meu ponto de vista, e talvez isto aconteça porque os que pensam diferentemente, ainda não se encontrem na mesma faixa de raciocínio, na qual encontro-me navegando em bom e excelente estado.
Fico imaginando como começou a pratica do esporte e o porquê? - Porém, cheguei a seguinte conclusão: O esporte deve ser um dos recursos que foi dado ao ser pensante para que, com sua prática constante ele adquirisse, habilidade, versatilidade e o “AUTO AMOR”.
Quando desejamos ardentemente algo, é evidentemente uma das formas da busca do “auto amor”, pois sentimos necessidade daquilo que estamos desejando, servindo para nos completar, pelo menos é o que rudimentarmente imaginamos, e o esporte é uma das formas de conquista pessoal, sendo que em certas modalidades, a finalidade maior é vencer o adversário.
Acredito, que no principio tudo tenha acontecido da seguinte forma: O homem pré-histórico para sobreviver, ainda, por absoluta ignorância, tinha que praticar a arte da caça e necessitava para isto, lutar contra o animal irracional, matando-o para obter o alimento necessário a sua sobrevivência, o que infelizmente ainda acontece. Talvez nos primórdios, tenha feito estas proezas somente com o uso dos braços e mãos, porque ainda não tivesse criado alguma espécie de utensílio para auxiliá-lo, havendo tempo depois, descoberto um meio de afinar uma lasca de pedra, fazendo desta uma rudimentar arma para o combate. De posse desta preciosa ferramenta, e para proteger-se, viu-se na obrigação de eliminar o seu semelhante quando este surgia ao seu redor, protegendo suas posses como também tudo aquilo que estivesse sobre sua tutela, que apesar das mudanças de roupagem, esta selvageria ainda persiste.
Com a prática constante e sistemática desta modalidade de agir, para manter sua sobrevivência, foi se tornando cada vez mais ágil nesta habilidade de abater o próximo, sentindo-se um vencedor, admirado pela sua capacidade e habilidade perante os demais, e, com o decorrer do tempo, era admirado por determinada tribo constituída por seus descendentes diretos e indiretos, desenvolvendo em torno de si uma comunidade, formando uma seleta coletividade. Era o herói! Sendo cada vez mais admirado, sentia cada vez mais ânsia em vencer. Transformara em o protetor e a sua presença era garantia de alimentos e mais proventos para a sobrevivência de todos.
Sendo ele possuidor deste dote, não foi difícil para os demais concorrentes, aparecerem com as mesmas habilidades, acontecendo cerradas disputas entre os campeões, nascendo daí os mais habilidosos, os ídolos.
Emergindo os ídolos, ao lado deles evidentemente havia aqueles que os admiravam, surgindo os torcedores ou sejam os admiradores em potencial, ou aqueles que se acham realizados com a vitória do outro.
Este tipo de habilidade foi crescendo, evoluindo até chegar nos grandes jogos da velha Roma, onde os Imperadores com seus séqüitos e a nata da sociedade romana de então, se divertiam e lambuzavam com a desgraça humana, pois covardemente, conduziam ao centro da arena, no famoso e famigerado circo coliseu, grande quantidade de prisioneiros para serem estraçalhados pelas feras, enquanto um público estupidamente ignorante, gritava e extasiava com cenas animalesca, pois loucamente enfurecida, sentia-se vitoriosa com a derrota de seu semelhante em trágica situação. E, por incrível que possa parecer, davam o nome desta carnificina de Jogos, os famosos jogos do circo coliseu.
Como tudo no mundo evolui, esta é a lei e ninguém pode mudar, os esportes ou jogos também evoluíram. Chegamos as lutas livres e ao imbecil boxe, onde, a sociedade capitalista, exibindo seus magnatas, comparecia e ainda comparecem, a estádios, para assistirem em um ringue dois seres se arrebentando em lutas ferozes para um nocautear o outro, sendo que em algumas vezes, chega até mesmo a matar o adversário, em troca de um punhado de dólares, enquanto a platéia imbecilizada aplaude esta carnificina homicida oficializada.
Continuando a marcha evolutiva, além dos esportes ou jogos acima narrados, encontramos também, o futebol, mais conhecido como o esporte das multidões. Multidão esta conhecida como torcedores: - alguns mais evoluídos, somente torcem para que o seu time tido como do “coração”, vença o adversário, outros ainda, em estado provisoriamente ignorante, curtindo uma letargia evolutiva, querem para satisfazer a sua reduzida capacidade mental, massacrar os adversários, acreditando que com esta postura hipócrita possam subir ao pedestal da superioridade, mas esquecem de que, quem verdadeiramente sobe, são os gladiadores de antigamente ou os atuais jogadores, e que eles nada fizeram, a não ser poluírem os ambientes onde se alojam, descarregando suas energias negativas e doentias sobre as mentes presentes, obscurecendo e transformando em campo de batalha um local que poderia ser de lazer e divertimento.
Este tipo de torcedor que considero um fracassado, sentido-se incapaz de se auto realizar, por frustrações que carrega consigo, acredita que será um vencedor as custas de um time de futebol, mas, sabe que intimamente é um derrotado, pois quando passa o estado de euforia, retorna a frustração ao qual está submetido, havendo a necessidade de uma nova vitória para se sentir vitorioso, funciona como uma muleta, o mesmo se dá com os viciados em tóxicos, álcool e outras drogas, pois sabemos que a euforia ainda é um estado imperfeito da alma, que necessita se auto encontrar e aprender a sobrepujar a si própria, pois somente será um vencedor quando vencer todas as suas imperfeições, superando suas deficiências, más inclinações, e, não se projetando nas vitórias e glórias de seus semelhantes.
GF. 29/11/08-GERALDO FONSECA-ladim44@yahoo.com.br
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